Hoje ele iria completar 14 anos!
E ia ganhar um lanchão de presente!Nessa época eu só saia com ele ou bem cedo ou a noite, quando a rua estava mais tranquila, sem outros cachorros para ele querer atacar e sair me arrastando.Na Copa de 2014, eu voltava correndo pra casa nos dias dos jogos só pra pegar ele e ir dar uma volta na rua.
Daà eu vi a oportunidade de finalmente sair para um passeio assim, sentindo o sol.
E foi assim todos os dias dos jogos do Brasil. A rua um silêncio só. Só nossa. Aquele fim de tarde lindo até hoje penso que só a gente viu.
E em uma dessas caminhadas eu perguntei: Será que na próxima Copa você vai tá aqui pra gente fazer isso de novo?
E em seguida eu pensei: tomara que você viva pelo o menos até os 14 anos.
E segundos depois, do nada veio na minha mente: vão ser 13 anos.
E no final foram 13 anos, 8 meses e 21 dias.
Acho que a sua alegria de viver te rendeu uns bons dias a mais e a sua força outro tanto.Queria muito te apertar hoje. Sempre.
Saudade sem tamanho.
Forrozin ❤❤❤
Conheci uma moça de tanto nos vermos fazendo o mesmo percurso a pé para pegar o trem, acabamos por puxar papo uma com a outra.
Num dia ela me contou, bem empolgada, que tinha conhecido um cara bem interessante. Foi falando das qualidades e do bom papo do moço.
- O único problema, ela disse, é a ex-esposa. Eles têm um filho e ela não liga muito pro menino. Então sobra tudo pra ele fazer né? (o pai).
- Quanto tempo vocês estão juntos? perguntei.
- Ah, faz pouco tempo. Uns 15 dias. Mas a gente se fala todos os dias, então ele me contou essas coisas dela.
- Ah...mas as vezes é só uma má impressão, coisas de inicio de relacionamentos. É comum causar um certo desconforto com os "exs".
- Não, ela é folgada mesmo. Uma megera.
Bruaca, megera, engraçado esses nomes que as mulheres ganham quase que automaticamente depois do fim de um relacionamento.
E geralmente após a descrição delas feitas pelos homens para as atuais.
Fácil e cômodo para eles eu acho. Aliás eu os considero bem espertos em fazer isso, criar uma relação hostil e de rivalidade entre a ex e a atual.
Assim elas nunca vão conversar sobre...ele. Tudo sobre ele vai ficar bem escondido nessa rivalidade. Quando elas se encontram já se olham armadas até as orelhas, prontas para atacar.
E ele...de boas.
Nesse caso faziam 15 dias que eles se conheciam e ela já estava chamando a ex de megera. Sem nem conhecê-la! Sem nunca terem conversado.
É claro que existem casos e casos. E existem megeras sim. Mas a regra para ser a "ex" não.
Uma vez, ouvi duas amigas comentando com espanto um relacionamento onde a ex e atual se falavam, mantinham um certo contato.
- Mas...elas não podem se dar bem? Perguntei espantada.
Duro é que a gente compra isso de uma tal maneira que estranhamos quando a condição imposta para essa situação sai do padrão.
A sociedade machista (e aqui, infelizmente não estou falando só sobre os homens) insistem em nos colocar como rivais, nos relacionamentos, no trabalho, na vida.
Chega disso né?
Tire o seu machismo do caminho que eu quero passar com a minha sororidade.
Tire o seu machismo do caminho que eu quero passar com a minha sororidade.
Um
Nas férias do ano passado:
- Tão bom tomar café da manhã ainda com o pijama né?
- Ah, eu também adoro...
- E por que que a gente não vai tomar café de pijamas? (estávamos no hotel).
Fomos, eu e o Felipe, meu sobrinho. Sob os olhares de dúvidas e argumentos do meu cunhado que Ãamos ser expulsos, que não podia...
A gente lembrou da plaquinha de aviso comunicando que não era permitido com trajes de banho, sobre pijama não falava nada.
Além do mais nossos pijamas era super discretos. No meu caso nada de transparência ou alguma ousadia. Era tipo uma regata e uma bermuda de algodão então por quê não?
Por que a gente ia abrir mão desse prazer nas nossas tão esperadas férias? Depois de quase um ano tomando café na mesa do escritório?
Nãooooo, não Ãamos abrir mão. E assim fizemos.
Não recebemos nenhum olhar de “meu, e esses dois aqui de pijamas?” até porque como eu disse eram bem normais.
E apesar do aviso tinha muita gente com roupa de praia mal disfarçada com uma saÃda de praia por cima e algumas bem ousadas até! Olha só!
Dois
Eu tenho em casa um suporte para coar café, aqueles para um único café sabe?
Levei então o coador (que é de pano) para minha mãe fazer alguns para ficarem de reserva.
Indo pra loja de tecido minha irmã perguntou: que cor você vai comprar o tecido? Branco, respondi. Segundos depois pensei: por que branco? Se a cada dois ou três cafés que eu faço tenho que deixar o coador de molho em copo de água com cândida para deixar ele branquinho de novo?
- Moço, tem esse tecido aqui na cor preta? Tem?! Quero esse então!
E assim voltei pra casa com vários coadores pretinhos, que são lavados ali na pia mesmo com detergente e ficam limpinhos para o próximo uso.
Quem falou que coador de pano tem que ser branco?
Três
Eu sempre observei isso: um bebê assim, novinho, que não anda ainda, quando vai sair a mãe sempre coloca sapatinhos.
E esses sapatinhos apesar de pequenininhos são caros pra caramba.
E pra quê se a criança não vai pro chão? Era o que eu sempre pensava.
Mas sempre vi minhas amigas comprando como se fosse um item necessário.
DaÃ, a Roberta Martinelli, jornalista de música, de quem eu gosto e acompanho nas redes sociais, teve uma filha linda, a Rosa.
E enquanto bebê de colo, ela sempre aparecia nas fotos, fossem em casa ou passeando, descalça ou de meias quando estava frio.
Quando ela começou dar os primeiros passinhos aà sim ela ganhou um par de sapatilhas brancas e muito fofas.
O que para mim faz todo o sentido. Agora sim a criança precisa de um sapato!
Daà eu penso: quantas coisas a gente faz sem questionar o por quê? E quantas vezes questionamos e a resposta é: porque sempre foi assim.
Me lembrei de uma estorinha: na véspera do casamento a mãe orienta a filha sobre como ela deve preparar o peixe que deve ser o primeiro jantar que ela deve oferecer ao marido. Era uma tradição das mulheres daquela famÃlia.
Compra um peixe grande, corta a cabeça, põe na assadeira, tempera de tal forma e põe para assar.
A filha segue as regras e oferece ao marido assim que ele chega em casa no primeiro dia de casados.
Após o jantar ela pergunta: Você gostou do peixe? Ele responde: sim, estava muito bom. Mas senti falta da cabeça, é a parte que eu mais gosto.
Aquilo abalou a jovem, ela se sentiu insegura. Correu para a casa da mãe: por que tem que cortar a cabeça do peixe? Não sei, a mãe respondeu.
Correram para a casa da avó e fizeram a mesma pergunta e tiveram a mesma resposta.
Correram as três para a casa da bisavó. De forma displicente ela respondeu: porque a minha forma é pequena, não cabia o peixe inteiro.
E aÃ? O que mais fazemos por que sempre foi feito assim?
E aÃ? O que mais fazemos por que sempre foi feito assim?
A Regis voltou ao trabalho nessa semana, toda feliz e bronzeada depois de passar uma semana no Ceará.
Chegou cheia de novidades e relatos de aventuras.
Ela disse que em um dos passeios de buggy eles avistaram uma tartaruga bem grande na beira mar, o guia voltou pra verem de perto, ela estava morta e cheia de plásticos por cima do casco.
Ela disse que em um dos passeios de buggy eles avistaram uma tartaruga bem grande na beira mar, o guia voltou pra verem de perto, ela estava morta e cheia de plásticos por cima do casco.
Todos se entristeceram com a cena.
Então, a partir de hoje, ela disse, eu não vou mais usar copinhos de plástico aqui no escritório. Já trouxe minha caneca pra beber água e café. E também não vou pegar mais canudinhos nos bares.
Pois é, as vezes só com um choque de realidade pra gente abolir um mal hábito.
Lógico que o melhor era tartaruga estar viva. E também não dá pra saber o motivo da morte e ainda sabemos que é um processo natural.
Então, só o fato dessa cena ter dado essa consciência tão necessária e urgente pra ela (e tomara pra que para os outros que viram a cena também) já agregou muito a trajetória dessa tartaruga.
Ontem, saindo do trabalho e dando aquela corridinha básica para não ter que abrir a sombrinha até o metrô na chuva que tava começando, ouvi a conversa entre dois camelôs que vendiam guarda-chuva:
- O pouco com Deus é muito! Gritou um.
O outro gritou de volta:
- E muito sem Deus não é nada!
Ainda sobre 2019 (atrasadinha né?).
Foi o ano que eu perdi uma amizade. Pela primeira vez.
Não pela distância, pela correria ou pela morte. Isso são consequências da vida, que fogem do nosso controle.
Aliás, eu não sei o porquê dessa amizade ter sido rompida, mas foi.
Ainda dói quando eu lembro, e (ainda) sempre me lembro.
Desconfio que pode ter sido por posicionamento polÃtico. Mas só desconfio.
Talvez isso, o fato de não saber o porquê, contribua para a dor permanecer.
Falei algo errado? Pisei na bola? Decepcionei?
Não sei. E como não sei, não posso explicar, pedir desculpas, refletir...
Uma grande amizade se foi. Triste, triste.
Mas agora já estou buscando me acalmar quando penso nisso. Me lembro que tentei conversar, tentei saber o porquê, tentei continuar...ou seja, me importei, tentei entender, pedir desculpas, alinhar as coisas.
Mas não foi reciproco.
Então...foi né?
Como dizem: segue o baile!
E eu, gosto de dançar. Quando os sapatos apertam, tiro e danço descalça.
Janeiro
1 - Refúgio no sábado - Miriam Leitão ❤❤❤
2 - Ney Matogrosso - Vira-lata de raça (Memórias) ❤❤❤
3 - Preconceito LinguÃstico - O que é, como se faz - Marcos Bagno ❤
Fevereiro
4 - Tudo ao mesmo tempo agora - Jean Wyllys ❤❤
5 - Tempo bom, tempo ruim - Jean Wyllys ❤❤❤
6 - Livre para voar - Ziauddin Yousafzai (Pai da Malala) ❤❤❤
Março
7 - Lampião & Maria Bonita - Uma história de amor e balas - Wagner G.Barreira ❤❤❤
Julho
8 - Faço chá de hortelã e espero que fique tudo bem - Fal Azevedo ❤❤
9 - Como ensinar um idiota a dançar - Faz Azevedo ❤❤
Novembro
10 - Canção de ninar - Leila Slimani ❤❤
Outubro
11 - Ainda estou aqui - Marcelo Rubens Paiva ❤❤❤
Dezembro
12 - A filha perdida - Elena Ferrante ❤❤
Baita diferença de 2018 que foram 21 livros se eu não me engano. Mas o meu foco realmente foi estudar para as aulas no Consolador, me faltou tempo para a leitura extra.
2019 se foi! E eu quase não dei as caras por aqui...
Foi um ano intenso. Em tantos sentidos.
Para mim, particularmente, desafiador.
Janeiro: tomou posse como presidente do Brasil um homem que eu não acreditava que seria eleito: ignorante, machista, misógino, homofóbico e incompetente para o cargo.*
Pelo o menos o resultado no segundo turno deu um alento:
55% de votos válidos: Bolsonaro
44% de votos válidos: Haddad
Dá esperança para eleições futuras já que não foi um resultado esmagador.
*Apesar de tudo nutri uma esperança de que poderia estar errada mas infelizmente não estava.
Março: As férias foram boas mas bastante um tanto turbulentas por conta da doença do Zeca. Ele ficou internado nas vésperas da viagem. Quase desisti de ir. Mas aà com o apoio da famÃlia, adiamos um dia a ida, corremos com ele para fazer exames e consultas e no dia seguinte fomos, eu no misto de coração apertado com alegria pela viagem, pela visita a minha famÃlia, com alguns dias de descanso da mente.
Durante a viagem de ida, fui lendo um livro sobre Lampião e Maria Bonita, e teve uma coincidência legal, eu tinha acabado de ler no livro que o bando tinha passado pela cidade tal (não me recordo o nome agora) e quando olhei pela janela do carro, vi a placa indicando que estávamos passando pela mesma cidade!
Abril: retornei para casa, para cuidar do Zeca (e buscar fechar o diagnóstico do que ele realmente tinha, o primeiro era: câncer no pulmão, o que graças a Deus não foi confirmado) e com um convite da Débora, para eu ser assistente dela, em um curso no Consolador.
Eu, que agradeci e disse não desde do inicio da conversa, cheguei em casa com a conversa finalizada em: "vou ver direitinho as coisas com o Zeca, como ele fica e tals e dando tudo certo e vou sim te ajudar."
Vai entender!
Nesse mesmo mês o Zeca teve finalmente o seu diagnóstico fechado: polineuropatia do labrador.
Foram exames e mais exames e uma cirurgia realizada no dia 11 com um resultado ótimo! Ele ficou 100%.
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| De banho tomado, dias após a cirurgia. |
Maio: participei de uma das manifestações, junto aos estudantes, reivindicando as verbas para Educação retiradas pelo governo.
Julho: oba! uma pausa! Férias das aulas no Consolador. Poxa, por que mesmo eu aceitei? Eu me perguntei várias vezes. As terças-feiras para mim eram sempre tensas. Eu acordava com frio na barriga e com o passar das horas ia se acentuando.
Nossa como foi difÃcil e desafiador para mim.
E ainda a Débora teve um problema de saúde e não pode ir em algumas aulas, e eu assumi o conteúdo da aula inteira sozinha, meu Pai! O que foi aquilo?
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| Foto do último dia de aula antes das férias. A Débora não estava por que estava dodói. Sem querer essa cadeira ficou aà na frente, vazia. Nós dissemos que foi para representar ela. =) |
E nesse mês também teve a visita do nosso primo Genilson e da Fátima, sua esposa.
Agosto: teve o dia que o céu de São Paulo ficou negro por conta das queimadas na floresta Amazônica. Que tristeza...Li o relato de um moço que morava próximo aos locais de queimadas e ele disse: se para vocês paulistas verem a fumaça chegando aÃ, imaginem como está difÃcil respirar por aqui...
Outubro: o Zeca voltou a apresentar dificuldade na respiração. Novamente mais exames e foi diagnosticado que a laringe presa na cirurgia anterior tinha se soltado...
Nova cirurgia, agora foi presa a cartilagem do outro lado.
Mas, diferente da primeira, alguns dias depois ele continuava do mesmo jeito...
Dessa vez a cirurgia não teve o mesmo resultado.
Triste.
Novembro: encerramento das aulas no CEOC. Eu felizona por ter conseguido ir até o final. Foi muito aprendizado para mim.
E ainda ganhei a amizade da Débora e dos alunos.
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| Confraternização da nossa classe, dessa vez com a Débora! (de vestido de bolinhas) Em uma pizzaria, com direito a amigo secreto de chocolates! |
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| Cartinha dos alunos, eu que havia comentado com eles de toda a minha dificuldade e medo durante as aulas, colocaram essa frase para me motivarem. |
E teve também a festa da Flávia com a Karen. Duas queridonas, que diante de amigos e familiares oficializaram a relação de 10 anos juntas.
E em um ano de tanto preconceito verbalizado sem pudor em palavras e ações, em tanto retrocesso como pessoas pedindo a volta da ditadura e de um AI5, participar desse momento trouxe alegria e alento em saber que realmente o amo é o que nos salva. E demostrá-lo, principalmente em perÃodos assim, é revolucionário.
Dezembro: aquele mês que não curto muito. Muita correria, muita agitação. Esse ano passei o Natal com minha irmã, cunhado e sobrinhos. Foi gostoso e tranquilo.
| Nosso Natal. |
E claro, aquele tradicional faxinão na casa.
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| Essa foto foi para brindar a casa limpa, as unhas feitas e ao cachorro mais lindo do meu mundinho. |
O grande desafio desse ano foi: cuidar do Zeca e ministrar as aulas no Consolador.
O primeiro porque eu nunca tinha cuidado de um cachorro antes, e os momentos de tomada de decisão do que fazer causaram uma certa angústia.
Mas busquei e me apoiei em opiniões positivas de amigos e da minha famÃlia, do veterinário/acupunturista, o Diego que virou amigo meu e do Zeca e principalmente na veterinária Aline, que foi quem o diagnosticou e deu todo suporte e atenção para a realização das cirurgias.
E nossa! Quantas orações foram feitas por ele, quantos pensamentos positivos para dar tudo certo!
E o segundo, pois me senti bem insegura para a tarefa. E em contrapartida busquei estudar para compensar minha insegurança. Mas os alunos foram demais e me apoiaram muito assim como a Débora, parceirona nessa tarefa.
Também busquei um tratamento com a homeopatia e consegui alÃvio para essas questões e outras que acabaram surgindo.
| Com a Débora, na confraternização do Consolador. |







