Mal começou o ano e a Fernanda Torres jogou a autoestima do brasileiro lá em cima!
O assunto das redes sociais ontem foi o Globo de Ouro que ela conquistou com o filme "Ainda estou aqui".
Mesmo muito merecido e aguardado, foi uma surpresa pra gente. E que delícia que foi.
Praticamente 100% dos posts da minha timeline ontem foram sobre ela. E eu curti a grande maioria deles, mesmo se já tinha visto a foto ou o vídeo publicado.
E claro, me diverti muito com os memes. Brasil fábrica de memes né?
Mas foi lindo demais. Um atriz brasileira ser premiada, com um filme sobre a Ditadura, depois de um desgoverno que tentou de todas as formas desmantelar com a arte no país, e mais, depois de vir a tona o planejamento do mesmo ser asqueroso, de um golpe contra a democracia...foi um prato cheio pra gente ser feliz e se esbaldar.
E ainda em plena segunda-feira de volta do recesso para a geral. Tudo o que a gente precisava.
Ainda estou aqui, filme baseado no livro homônimo do Marcelo Rubens Paiva, dirigido pelo Walter Meirelles, com a Fernanda Torres e o Selton Melo nos papéis principais.
Estreou nos cinemas no dia 07 de novembro de 2024 e foi assistido por mais de 3 milhões de pessoas.
Gosto do coletivo.
Ir a um show e cantar as músicas que você curte junto de um bando de desconhecidos.
Estar em uma festa e de repente toca aquela música boa e a pista lota.
Ir a um protesto/manifestação, de algo que você acredita ou que está totalmente indignada.
O Carnaval então, uma festa que une quase esse país inteiro...
Tudo isso causa uma emoção imensa em mim.
Me emociona de verdade.
Acho bonito demais a gente se juntar.
Certa vez o prof.Omar me contou que o Natal na casa dele é no último domingo de novembro.
Isso mesmo, último domingo de novembro.
Em outubro a esposa sai para comprar os presentes. Encontra todos facilmente, principalmente os das crianças já que nesse mês tem o dia delas.
Em novembro ela ajeita a casa, compra os mantimentos para a ceia, organiza os presentes e finalmente comemoram.
Tudo é igual, como se fosse dia 25 de dezembro (que aliás é uma data fictícia né? Cês tão ligados que não é esse o dia de fato que Jesus nasceu), a alegria, o prazer de estarem juntos.
E aí, passado a comemoração, eles estão livres para fazerem o que quiserem. A filha, disse ele, espera as aulas acabarem (ela é professora também), pega is filhos e o marido e vão para a Bahia, alugam uma casa em uma cidade bem tranquila, perto do mar e de lá só voltam no final de janeiro.
O filho vai passar o Natal na casa dos sogros, sem nenhum peso de coincidência ou conflito para a famigerado questão: o Natal a gente vai passar com a minha família ou a sua?
E o professor e a sua esposa ficam de boa em casa, fazendo o que gostam, sem precisarem sair na muvuca que geralmente é esse dia.
Resumindo:
- eles fogem de toda correria e stress típicos desse período do ano
- quando se encontram estão tranquilos e realmente conectados naquele momento
- se for preciso trocar algum presente fazem isso de boa
- têm a opção de cada um fazer o que quer no dia 25
Eu amo essa ideia deles. Amo! Tão inteligente. Tão mais sentindo um Natal assim.
Meu espírito natalino é muito mais essa versão. Quem sabe um dia teremos mais adeptos a essa ideia e cada um escolha o melhor dia para comemorar a chegada de Jesus aqui na terra.
Enquanto isso não ocorre eu sigo aqui, ficando borocochô e cansada quando cada dezembro começa.
Também tínhamos o hábito, eu e minha irmã, de domingo a tarde irmos dar umas voltas pelo bairro. Íamos muitas vezes longe nessa caminhada. A gente conversava, paquerava e ríamos, muito.
E quando encontrarmos uma padaria ou bar que vendia sorvete a gente entrava e comprava o sorvete de brigadeiro da Kibon.
Hoje, muitas vezes escolho esse sabor para matar a saudade daquelas tardes de andanças. (mas também por ele ser muito gostoso!)
(Amo ovo frito!)
Eu estava segura. Em nenhum momento eu pensei que algo daria errado. Apesar da idade avançada dele, apesar de lembrar daquela máxima: cirurgia é cirurgia.


