A Regis voltou ao trabalho nessa semana, toda feliz e bronzeada depois de passar uma semana no Ceará.
Chegou cheia de novidades e relatos de aventuras.
Ela disse que em um dos passeios de buggy eles avistaram uma tartaruga bem grande na beira mar, o guia voltou pra verem de perto, ela estava morta e cheia de plásticos por cima do casco.
Ela disse que em um dos passeios de buggy eles avistaram uma tartaruga bem grande na beira mar, o guia voltou pra verem de perto, ela estava morta e cheia de plásticos por cima do casco.
Todos se entristeceram com a cena.
Então, a partir de hoje, ela disse, eu não vou mais usar copinhos de plástico aqui no escritório. Já trouxe minha caneca pra beber água e café. E também não vou pegar mais canudinhos nos bares.
Pois é, as vezes só com um choque de realidade pra gente abolir um mal hábito.
Lógico que o melhor era tartaruga estar viva. E também não dá pra saber o motivo da morte e ainda sabemos que é um processo natural.
Então, só o fato dessa cena ter dado essa consciência tão necessária e urgente pra ela (e tomara pra que para os outros que viram a cena também) já agregou muito a trajetória dessa tartaruga.
Ainda sobre 2019 (atrasadinha né?).
Foi o ano que eu perdi uma amizade. Pela primeira vez.
Não pela distância, pela correria ou pela morte. Isso são consequências da vida, que fogem do nosso controle.
Aliás, eu não sei o porquê dessa amizade ter sido rompida, mas foi.
Ainda dói quando eu lembro, e (ainda) sempre me lembro.
Desconfio que pode ter sido por posicionamento polÃtico. Mas só desconfio.
Talvez isso, o fato de não saber o porquê, contribua para a dor permanecer.
Falei algo errado? Pisei na bola? Decepcionei?
Não sei. E como não sei, não posso explicar, pedir desculpas, refletir...
Uma grande amizade se foi. Triste, triste.
Mas agora já estou buscando me acalmar quando penso nisso. Me lembro que tentei conversar, tentei saber o porquê, tentei continuar...ou seja, me importei, tentei entender, pedir desculpas, alinhar as coisas.
Mas não foi reciproco.
Então...foi né?
Como dizem: segue o baile!
E eu, gosto de dançar. Quando os sapatos apertam, tiro e danço descalça.
Sábado passado fui visitar a Maria.
Tá crescida e cada vez mais inteligente.
Dei para ela um jogo de mÃmicas e fizemos uma rodada. Ela leu todas as palavras sozinhas e fez as mÃmicas direitinho. Pegou rápido o espÃrito do jogo.
Depois, no meio de uma conversa (que eu não me lembro o assunto) ela falou:
- É que eu estou amadurando.
A Sandra me explicou, ela ouviu isso em uma das homilias na igreja. Ela sempre vai a uma missa exclusiva para as crianças.
E o padre disse que algumas pessoas amadurecem mais rápido que outras...cada uma tem o seu ritmo.
Acho que ela ficou "filosofando" sobre isso e soltou essa.
Amadurando é muito fofo não é?
Aproveitando o assunto em uma postagem do Facebook li que um jornal italiano divulgou que os homens começam a amadurecer aos 52 anos...
Não sei como e há quanto tempo elas se conhecem.
Mas sei que elas são tipo irmãs, no sentido mais puro da palavra.
Quando a Thelma tomou um porre assim de bobeira no sÃtio, foi a Louise que primeiro segurou as pontas para ela não dar showzinho e depois a cabeça quando o vômito veio.
Elas sempre têm um cuidado e atenção especial para comprar o presente de aniversário da outra.
Também começaram a fazer aulas de dança de salão juntas, no começo se divertiram, mas depois se cansaram de ficar disputando o único homem da sala com toda aquela mulherada na hora de praticar e acabaram desistindo.
Quando a Thelma foi mandada embora do trabalho e recebeu uma grana a Louise deu a maior força para ela reformar o apê e finalmente ir morar sozinha, ter o seu cantinho. Foram vários finais de semana as duas perambulando pelas lojas de construção pesquisando pisos, azulejos e tintas para tudo ficar em ordem.
Isso sem contar as viagens, festas de final de ano, idas ao Brás, Bom Retiro para comprarem roupas.
Se pinta um exame médico que precisa de acompanhante, opa! uma acompanha a outra. Mesmo que seja sábado de manhã e depois de uma semana puxada de trabalho.
Quando a Thelma vai visitar a famÃlia na Bahia é a Louise quem cuida dos cachorrinhos.
E agora (que ironia!) que finalmente a Louise tinha tido coragem de dar o pé na bunda do namorado ogro (no pior sentido da palavra) se descobriu grávida.
Susto, muito choro, discussões, silêncios.
Claro,
o ex-namorado ogro disse, em tom de xingamento pesado, que as duas eram
"sapatonas" (coisa mais antiga esse termo hein meu amigo?) e fez
escândalos para macho nenhum botar defeito. Mas que na verdade foi
ridÃculo. Para ele.
A Louise agora está curtindo a gravidez. Depois de tanto tempo ser mãe de novo tá sendo uma novidade e tanto:
- Tudo mudou, agora tudo é diferente. Exames, cuidados, tudo. Diz ela.Na
sala do ultrassom, quando ouviu pela primeira vez as batidas do coração
do bebê, era a Telma que estava do lado, feliz e com aquele olhar de
"calma, vai dar tudo certo".
E como geralmente ocorre com toda a mudança, assusta no começo mas depois a curiosidade, as descobertas e a novidade vão tomando conta.
E a vida segue. E o baile também.
P.S: os nomes foram surrupiados do filme mas a história é real.
P.S2: deu vontade de assistir esse filme de novo.
P.S3: tinha que ser a foto clássica.
Uma amiga levou o filho de quase 3 anos ao médico para saber se o desenvolvimento dele estava de acordo com a idade já que ele já estava fazendo sessões com a fonoaudióloga para aprimorar a fala.
Chegando lá a médica desenhou um cÃrculo no papel e perguntou para ele:
- O que é isso?
- Bola, ele respondeu.
- E isso? Perguntou desenhando um coração.
- Jesus.
- Feliz 2018 tia Alda!!!!
- Feliz 2018 Maria!!!!
- Eu adoro ano novo tia Alda.
- Por quê?
- Ah, porque as pessoas ficam falando assim: Feliz Ano Novooooo!!!
- E soltam fogões também não é?
- Não! Elas soltam fogos!...O fogão é muito pesado para subir.
Maria, 6 anos.
Quando nos conhecemos ele morava na praia. Tinha uma vista linda do apê e vivia fazendo atividades envolvidas na natureza.
Um dia ele me falou, "preciso ter cuidado, tô "equipando" muito aqui dentro (do apartamento). Tem fax (sim! faz tempo essa conversa), computador, tv e tal. Se a gente não ficar esperto fica só dentro de casa "curtindo" a tecnologia."
Muito tempo depois voltamos a nos falar. Agora ele morava em Minas Gerais. Estava encantado com tanta natureza, tanta trilha e serras para conhecer.
Daà a conversa foi a seguinte:
- Vendi minha moto.
- Vendeu? Por quê?
- Ah, Bruxa. Foi preciso. Se eu não fizesse isso iria ficar o tempo todo atrás de trilhas, cachoeiras...e não dá né. E a vida, como fica?

