Ainda sobre 2019 (atrasadinha né?).
Foi o ano que eu perdi uma amizade. Pela primeira vez.
Não pela distância, pela correria ou pela morte. Isso são consequências da vida, que fogem do nosso controle.
Aliás, eu não sei o porquê dessa amizade ter sido rompida, mas foi.
Ainda dói quando eu lembro, e (ainda) sempre me lembro.
Desconfio que pode ter sido por posicionamento polÃtico. Mas só desconfio.
Talvez isso, o fato de não saber o porquê, contribua para a dor permanecer.
Falei algo errado? Pisei na bola? Decepcionei?
Não sei. E como não sei, não posso explicar, pedir desculpas, refletir...
Uma grande amizade se foi. Triste, triste.
Mas agora já estou buscando me acalmar quando penso nisso. Me lembro que tentei conversar, tentei saber o porquê, tentei continuar...ou seja, me importei, tentei entender, pedir desculpas, alinhar as coisas.
Mas não foi reciproco.
Então...foi né?
Como dizem: segue o baile!
E eu, gosto de dançar. Quando os sapatos apertam, tiro e danço descalça.
Janeiro
1 - Refúgio no sábado - Miriam Leitão ❤❤❤
2 - Ney Matogrosso - Vira-lata de raça (Memórias) ❤❤❤
3 - Preconceito LinguÃstico - O que é, como se faz - Marcos Bagno ❤
Fevereiro
4 - Tudo ao mesmo tempo agora - Jean Wyllys ❤❤
5 - Tempo bom, tempo ruim - Jean Wyllys ❤❤❤
6 - Livre para voar - Ziauddin Yousafzai (Pai da Malala) ❤❤❤
Março
7 - Lampião & Maria Bonita - Uma história de amor e balas - Wagner G.Barreira ❤❤❤
Julho
8 - Faço chá de hortelã e espero que fique tudo bem - Fal Azevedo ❤❤
9 - Como ensinar um idiota a dançar - Faz Azevedo ❤❤
Novembro
10 - Canção de ninar - Leila Slimani ❤❤
Outubro
11 - Ainda estou aqui - Marcelo Rubens Paiva ❤❤❤
Dezembro
12 - A filha perdida - Elena Ferrante ❤❤
Baita diferença de 2018 que foram 21 livros se eu não me engano. Mas o meu foco realmente foi estudar para as aulas no Consolador, me faltou tempo para a leitura extra.
2019 se foi! E eu quase não dei as caras por aqui...
Foi um ano intenso. Em tantos sentidos.
Para mim, particularmente, desafiador.
Janeiro: tomou posse como presidente do Brasil um homem que eu não acreditava que seria eleito: ignorante, machista, misógino, homofóbico e incompetente para o cargo.*
Pelo o menos o resultado no segundo turno deu um alento:
55% de votos válidos: Bolsonaro
44% de votos válidos: Haddad
Dá esperança para eleições futuras já que não foi um resultado esmagador.
*Apesar de tudo nutri uma esperança de que poderia estar errada mas infelizmente não estava.
Março: As férias foram boas mas bastante um tanto turbulentas por conta da doença do Zeca. Ele ficou internado nas vésperas da viagem. Quase desisti de ir. Mas aà com o apoio da famÃlia, adiamos um dia a ida, corremos com ele para fazer exames e consultas e no dia seguinte fomos, eu no misto de coração apertado com alegria pela viagem, pela visita a minha famÃlia, com alguns dias de descanso da mente.
Durante a viagem de ida, fui lendo um livro sobre Lampião e Maria Bonita, e teve uma coincidência legal, eu tinha acabado de ler no livro que o bando tinha passado pela cidade tal (não me recordo o nome agora) e quando olhei pela janela do carro, vi a placa indicando que estávamos passando pela mesma cidade!
Abril: retornei para casa, para cuidar do Zeca (e buscar fechar o diagnóstico do que ele realmente tinha, o primeiro era: câncer no pulmão, o que graças a Deus não foi confirmado) e com um convite da Débora, para eu ser assistente dela, em um curso no Consolador.
Eu, que agradeci e disse não desde do inicio da conversa, cheguei em casa com a conversa finalizada em: "vou ver direitinho as coisas com o Zeca, como ele fica e tals e dando tudo certo e vou sim te ajudar."
Vai entender!
Nesse mesmo mês o Zeca teve finalmente o seu diagnóstico fechado: polineuropatia do labrador.
Foram exames e mais exames e uma cirurgia realizada no dia 11 com um resultado ótimo! Ele ficou 100%.
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| De banho tomado, dias após a cirurgia. |
Maio: participei de uma das manifestações, junto aos estudantes, reivindicando as verbas para Educação retiradas pelo governo.
Julho: oba! uma pausa! Férias das aulas no Consolador. Poxa, por que mesmo eu aceitei? Eu me perguntei várias vezes. As terças-feiras para mim eram sempre tensas. Eu acordava com frio na barriga e com o passar das horas ia se acentuando.
Nossa como foi difÃcil e desafiador para mim.
E ainda a Débora teve um problema de saúde e não pode ir em algumas aulas, e eu assumi o conteúdo da aula inteira sozinha, meu Pai! O que foi aquilo?
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| Foto do último dia de aula antes das férias. A Débora não estava por que estava dodói. Sem querer essa cadeira ficou aà na frente, vazia. Nós dissemos que foi para representar ela. =) |
E nesse mês também teve a visita do nosso primo Genilson e da Fátima, sua esposa.
Agosto: teve o dia que o céu de São Paulo ficou negro por conta das queimadas na floresta Amazônica. Que tristeza...Li o relato de um moço que morava próximo aos locais de queimadas e ele disse: se para vocês paulistas verem a fumaça chegando aÃ, imaginem como está difÃcil respirar por aqui...
Outubro: o Zeca voltou a apresentar dificuldade na respiração. Novamente mais exames e foi diagnosticado que a laringe presa na cirurgia anterior tinha se soltado...
Nova cirurgia, agora foi presa a cartilagem do outro lado.
Mas, diferente da primeira, alguns dias depois ele continuava do mesmo jeito...
Dessa vez a cirurgia não teve o mesmo resultado.
Triste.
Novembro: encerramento das aulas no CEOC. Eu felizona por ter conseguido ir até o final. Foi muito aprendizado para mim.
E ainda ganhei a amizade da Débora e dos alunos.
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| Confraternização da nossa classe, dessa vez com a Débora! (de vestido de bolinhas) Em uma pizzaria, com direito a amigo secreto de chocolates! |
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| Cartinha dos alunos, eu que havia comentado com eles de toda a minha dificuldade e medo durante as aulas, colocaram essa frase para me motivarem. |
E teve também a festa da Flávia com a Karen. Duas queridonas, que diante de amigos e familiares oficializaram a relação de 10 anos juntas.
E em um ano de tanto preconceito verbalizado sem pudor em palavras e ações, em tanto retrocesso como pessoas pedindo a volta da ditadura e de um AI5, participar desse momento trouxe alegria e alento em saber que realmente o amo é o que nos salva. E demostrá-lo, principalmente em perÃodos assim, é revolucionário.
Dezembro: aquele mês que não curto muito. Muita correria, muita agitação. Esse ano passei o Natal com minha irmã, cunhado e sobrinhos. Foi gostoso e tranquilo.
| Nosso Natal. |
E claro, aquele tradicional faxinão na casa.
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| Essa foto foi para brindar a casa limpa, as unhas feitas e ao cachorro mais lindo do meu mundinho. |
O grande desafio desse ano foi: cuidar do Zeca e ministrar as aulas no Consolador.
O primeiro porque eu nunca tinha cuidado de um cachorro antes, e os momentos de tomada de decisão do que fazer causaram uma certa angústia.
Mas busquei e me apoiei em opiniões positivas de amigos e da minha famÃlia, do veterinário/acupunturista, o Diego que virou amigo meu e do Zeca e principalmente na veterinária Aline, que foi quem o diagnosticou e deu todo suporte e atenção para a realização das cirurgias.
E nossa! Quantas orações foram feitas por ele, quantos pensamentos positivos para dar tudo certo!
E o segundo, pois me senti bem insegura para a tarefa. E em contrapartida busquei estudar para compensar minha insegurança. Mas os alunos foram demais e me apoiaram muito assim como a Débora, parceirona nessa tarefa.
Também busquei um tratamento com a homeopatia e consegui alÃvio para essas questões e outras que acabaram surgindo.
| Com a Débora, na confraternização do Consolador. |
Estamos realizando um curso teste de final de semana para ver se é atrativo nesse formato.
Tem 16 alunos, no qual 4 são garotas.
Olha que legal levando em conta que o curso é de engenharia mecânica área que até pouco tempo era composta por 99,9% por homens.
Orgulho e admiração por essas meninas.
Minha irmã pelo WhatsApp:
- Tô aqui, tentando me lembrar onde que eu guardei o livro que os meninos me deram. Preciso terminar de ler...
O nome do livro? "Antes que eu me esqueça".
- Tarde de mais, disse ela.
🤷
Eu sempre procuro escrever certinho. Sou meio "Caxias" mesmo.
Dias desses vacilei em um e-mail, escrevi "Aja "(no sentido de agir) mas eu queria mesmo era dizer no sentido de existir, "Haja".
Para quem era o e-mail?
Para uma escritora...
Só uma escritora.
🤦♀️
🤦♀️
Agora a linha de trem Turquesa está operando só com os trens novos.
Dizem que são mais rápidos...dizem.
A questão é que nós trens antigos eu já tava treinada entende?
Livro na mão, caneta enganchada nos dedos para uma anotação, sem precisar me segurar nos ferros.
Ia controlando só com a firmeza das pernas, jogando um pouquinho o corpo de lado para segurar o tranco. Profissa já.
Agora com os novos não dá.
Porque eles não freiam, eles simplesmente param. É essa a impressão que dá.
Parece que o maquinista tava indo de boa, pensando na vida e de repente se lembrasse: eita! tenho que parar aqui!
Por que as paradas desses trens são bem mais abruptas.
Sem dó. Sem aviso para que aqueles que estão com a cara no livro.
Então agora tô em treinamento para segurar o livro, a caneta e no ferro para não cair em cima das pessoas.
Por que a paciência, meu bem, dura pouco.
😄
Dizem que são mais rápidos...dizem.
A questão é que nós trens antigos eu já tava treinada entende?
Livro na mão, caneta enganchada nos dedos para uma anotação, sem precisar me segurar nos ferros.
Ia controlando só com a firmeza das pernas, jogando um pouquinho o corpo de lado para segurar o tranco. Profissa já.
Agora com os novos não dá.
Porque eles não freiam, eles simplesmente param. É essa a impressão que dá.
Parece que o maquinista tava indo de boa, pensando na vida e de repente se lembrasse: eita! tenho que parar aqui!
Por que as paradas desses trens são bem mais abruptas.
Sem dó. Sem aviso para que aqueles que estão com a cara no livro.
Então agora tô em treinamento para segurar o livro, a caneta e no ferro para não cair em cima das pessoas.
Por que a paciência, meu bem, dura pouco.
😄
Meu ramal toca:
- Alda, você tem dipirona a�
- Peraà Dri, vou olhar.
(...)
- Não, não tenho. Mas vou ver se as meninas aqui tem tá? Te levo aÃ.
(...)
Olhei ao redor e só a Renata (que começou a trabalhar há poucos dias com a gente) estava fora do telefone.
- Renata, você tem dipirona?
Ela começou a mexer na bolsa procurando e nisso meu telefone tocou de novo, dessa vez era um cliente.
Falando com ele fiz sinal de positivo para Renata quando ela me mostrou uma cartelinha de remédio como que perguntando: olha achei, você quer?
Fiz sinal de positivo com a mão e me virei para parede para abafar um pouco o ruÃdo externo e conversar melhor com o cliente.
Quando eu desliguei a ligação virei de volta e...estava na minha mesa a cartela do comprimido + um copo de água. Olha isso!
Ela pensando que eu era quem tomar o remédio já me trouxe junto o copo com água!
Eu voltando do mercado para casa:
- Moça, por favor. Você sabe o nome dessa rua?
- Poxa, não sei...desculpa. (Apesar de já ter um tanto de anos que eu moro aqui!)
Mas, onde o senhor quer ir?
- Vixe, pior que eu não sei viu... (Oi??? rsrsrsrs)
Explicando: ele já tinha ido fazer uma entrega por ali para um senhor e agora estava voltando mas não tinha o nome da rua, estava tentando achar na "raça".







